Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada 2004

Programa

Évora

Dia

Horário

Actividade

Local

2004/11/20
Sábado

22:00

Espectáculo dedicado ao Dia Mundial da Memória:

Actuação de VRZ e A Naifa

Apresentação do DVD sobre acidentes rodoviários

Auditório dos Salesianos

2004/11/21
Domingo

10:00

Inauguração da Exposição dos alunos da Escolas do Concelho, sob o tema dos acidentes rodoviários

Igreja de S. Vicente

10:30

(todo o dia)
SSS

Inauguração do Memorial: Uma pessoa, uma vara

Cada visitante depositará uma vara em memória do familiar, amigo, conhecido ou desconhecido, vítima de acidente rodoviário

Praça do Giraldo

10:30

Toque dos Sinos da Sé de Évora

 

(todo o dia)

Simuladores de Capotamento e Travagem Brusca

Praça 1º de Maio

11:00

Sessão Solene

Salão Nobre da Câmara

12:30

Largada de Pombos

Praça do Giraldo

15:00

Sessão sobre Estratégias de Segurança Rodoviária

Salão Nobre da Câmara

17:00

Concerto pelos Cantares de Évora

Igreja de S. Vicente

Vila Real

Dia

Horário

Actividade

Local

2004/11/21
Domingo

10:30

Memorial "A ferro e fogo": 220 velas acesas em memória das 220 vítimas mortais do IP4 e de todas as vítimas vivas, feridos e familiares.

Alto-de-Espinho, Serra do Marão

11:00 Apresentação à imprensa de documento subscrito pela AUIP4 e pela ACA-M dirigido aos Srs. Procurador-Geral da República e Provedor de Justiça intitulado "Omissão dos poderes executivo e legislativo - recurso ao poder judicial".

 
Caderno Reivindicativo para a Sinistralidade Rodoviária

Considerando que:

Portugal se encontra lamentavelmente no topo das estatísticas internacionais relativamente ao número de feridos, mortos e incapacitados temporários e permanentes, por acidentes rodoviários.

Em Portugal, ao momento, a abordagem e tratamento médico do traumatizado encontra deficiências graves, deficiências sempre em prejuízo directo do doente, e indirectamente da sociedade, resultando num aumento da morbilidade e da mortalidade.

A prevenção do acidente e da lesão se faz essencialmente a nível nacional, não valorizando a incidência específica de cada área geográfica, tipo e mecanismo de lesão.

O sistema de emergência pré-hospitalar não é equitativo a nível nacional e como tal injusto socialmente.

Nos hospitais, mesmo nos centrais, não existem equipas com preparação específica para o trauma. Esta falta de preparação é responsável pelo não estabelecimento de prioridades, atrasos e repetições de exames de diagnóstico, e por vezes a atrasos irremediáveis de tratamento.

Os atrasos de cuidados de reabilitação são responsáveis pelo aumento do tempo de recuperação, interferindo no tratamento dos doentes, podendo tornar lesões recuperáveis em lesões definitivas. Estas deficiências de organização, coordenação, formação e metodologia de intervenção clínica, são responsáveis por um aumento da morbilidade e da mortalidade dos doentes vítimas de lesões graves.

O "Trauma", também afecta os que ficam, depois de perderem os entes queridos, os que acompanham os entes queridos sobreviventes de acidentes, e os que de alguma forma contactam com esta dura realidade, trauma que por não ser fisicamente visível passa, na maioria dos casos, praticamente desapercebido, sendo uma das causas do elevadíssimo número de pessoas com depressão que enchem diariamente os centros de saúde, com o consequente absentismo ao trabalho e correspondentes gastos que isso acarreta ao país.

As regras do segredo de justiça, aplicáveis aos acidentes de estrada, e a demora da resolução dos processos, prejudica as vítimas, e no caso de vítimas mortais prejudica a realização do luto pelos familiares directos.

O actual quadro institucional, baseado na Administração Interna, não é efectivo, não atende às características do problema como epidemia social e como um problema grave de saúde pública; e que não contempla programas de investigação nem de formação dos cidadãos e programas específicos dirigidos aos grupos mais vulneráveis e susceptíveis, e que do ponto de vista de intervenção social, não tem contribuído para o envolvimento da sociedade em geral e para uma eficaz integração na agenda política da segurança rodoviária. Este problema reclama soluções urgentes, e uma revisão das Estratégias, Planos e demais intervenções no que se refere à sinistralidade rodoviária no nosso País, por forma a que não continuemos a ter este fardo de vítimas da Estrada, em que tantos perdem a vida ou ficam marcados física e psicologicamente, amputados do direito a um futuro digno, e o País banhado em sofrimento e doença.

E, por que não podemos ficar indiferentes, Associações e Individualidades aderiram à Estrada Viva - Liga contra o Trauma, promovendo como primeira iniciativa a Comemoração deste Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada.

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